O poder dos Blogs
The Observer, um jornal dominical do Reino Unido, lançou a lista dos 50 blogs mais poderosos do mundo e entre eles estava, em sexto lugar, o perezhilton.com do qual eu já falei no post Bloggers. A publicação fala do poder destas páginas, que podem ajudar a eleger presidentes e derrubar pessoas ao mesmo tempo que celebram nossas obsessões mais profundas.
O escritor, blogger e radialista Hugh Hewitt fala desse poder em seu livro BLOG, mais especificamente em um capítulo chamado “Blogando você, seu produto ou sua organização para o mundo”. Nele salienta a necessidade que muitos têm de se expressar, serem reconhecidos, mostrar suas idéias e opiniões para o mundo. Coloca o blog como instrumento de grande poder, sendo utilizado inclusive para introduzir marcas e produtos, gerar agitação e publicidade gratuita, servindo como anunciantes gratuitos. Mas como isso acontece?
Primeiro que o blogueiro deve ser ou uma pessoa influente ou que alcance credibilidade através de habilidade e conhecimento ou seja, na minha opinião, não pode ser um alienado que fala sobre o que não entende, deve dar opiniões consistentes e conhecer bem do assunto. A dediçação também é importante, o público tem uma sede insaciável de informação e o grande diferencial dos blog é exatamente o fato de atenderem à essa necessidade de informação imediata aliada a uma pessoalidade inexistente em sites comum. O blog é a opinião do autor, de um conhecedor, é uma fonte autêntica de informações não-manipuláveis que pode ser inesgotável se utilizada com responsabilidade.
Voltemos a Perez Hilton que pode ser considerado um grande formador de opinião. Ele recebe produtos de diversas marcas, experimenta-os e fala sobre eles em seu blog, pode ter certeza que caso sua opinião seja ruim a venda do produto será significativamente menor do que se for boa. Enquanto ele dá a sua opinião, outros bloggers ou seus leitores irão concordar ou discordar e deixarão comentários no post ou irão postar em suas próprias páginas sobre o assunto. Enquanto a agitação criada é enorme, tudo o que foi gasto para criá-la foi uma única unidade do produto ao invés de campanhas monstruosas. A Apple inclusive já fez isso com o I Phone e com o I Book.
A influência dos blogueiros é pálpavel, é só ligar na MTV no programa Scrap que ali estará Marimoon, personalidade da internet, famosa pela excentricidade de suas roupas e cores de cabelo. Seu sucesso é tanto que, mesmo não tendo muita coisa interessante para dizer, ela está se tornando um ícone para uma nova geração de garotas que repetem suas atitudes e copiam seu estilo. O poder de ditar tendências, atitudes, de colocar uma banda, artista ou produto no “spotlight” é incrível para esses indivíduos que se escondem atrás de pseudônimos.
O problema começa quando esse poder é utilizado de maneira errada, vê-se pelo número de blogs que fazem apologia à distúrbios alimentares, racismo, violência, suicídio inclusive assistido. A influência de um indivíduo que se coloca como grande conhecedor e especialista em um assunto pode ser venenosa para pessoas que não têm opiniões formadas, podendo assim ser utilizado para manipulação. Deve haver responsabilidade acima de tudo para evitar que esse instrumento da liberdade de expressão se torne uma arma em mãos erradas.



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