Sobre Freud, Lipovetski e galochas.
Após muito estudar e estudar e estudar está quase acabando esse semestre e eu posso dizer que já vai tarde. Como é complicado tentar conciliar trabalho, faculdade e vida pessoal sendo que o namorado mora longe. Estranho como tudo parecer ser feito meio que pela metade, nada fica perfeito, mas esse é o preço que nós pagamos por crescer não é?
Pelo menos esse semestre foi bastante proveitoso. De repente eu tenho que estudar Freud e Lipovetski fazendo uma análise e comparação entre o que eles acreditavam. Digamos que realmente a história de nós termos necessidade de pertencer, ser acolhidos por um grupo pode muito facilmente ser explicado pela situação de desamparo em que nascemos e pela busca que temos pelo reconhecimento dos outros e de nós mesmos.

Ai, mas chega disso, vamos falar de coisas mais fúteis por um momento… sempre que surge uma nova moda a nossa primeira reação é torcer o nariz, depois acabamos nos acostumando e até mesmo incluindo-a em nosso guarda roupa. Quem não lembra da história da bota sobre a calça? O que para o entendidos de moda era um verdadeiro “fashion no-no” acabou se tornando febre nas ruas e nos desfiles das mais célebres marcas.

Agora vem outra moda, a da galocha. Galocha? Sim, aquelas botas de borracha de trabalhadores rurais e de construção que nós usávamos quando éramos pequenos, lembra? Eu tinha uma rosa e uma azul, mas era só porque eu aprontava demais, tênis pra mim não durava muito, e pra chuva aquilo era ótimo. Pois é, de repente alguém estava sem sapato pra colocar em um dia de chuva, resolveu colocar essas botas, algum maluco gostou e resolveu colocar uma estampa diferente e pronto, estava lançada uma moda. Pensa bem, até a Burberry se empolgou e copiou (devo confessar que eu achei horrenda, a estampa da marca ficou péssima nas galochas).
Mas é claro que alguém um pouco mais esperto iria perceber que, para alcançar todas as tribos, você deve criar as mais variadas estampas que combinem com os mais diversos estilos e colocá-las nos pés de famosos como Jennifer Garner (a Elektra) e Kate Moss. Obviamente eu acabei sendo fisgada também, devo confessar. A cavalera fez um modelo que é a minha cara, de zebrinha! Ai é o máximo. Bem que alguém poderia me dar de presente né?
Hahahahahahahaahaha! Fico por aqui, com um pouco mais de estudos para fazer… Faltam duas provas para fazer e dois trabalhos para entregar!
Bom final de semana! Beijos



Freud e Lipovetski também podem ser úteis pra refletir sobre essa questão de fazermos muita coisa ao mesmo tempo… e tudo pela metade.